Maio 68 – 50 anos depois

Dia 19 Maio, às 15h00, no Museu do Aljube Resistência e Liberdade (Rua Augusto Rosa, 42)

O que foi Maio 68? Revolução ou ilusão? Revolta juvenil contra uma Europa cinzenta, onde os chamados “anos dourados” do capitalismo abriam a porta ao consumismo irracional, ou irrupção de todo um imaginário subversivo, pleno de criatividade e de fantasia, libertário na sua essência? Talvez tenha sido tudo isto. Ou nada disto.

Mas Maio 68 não foi só Maio, nem só 1968. Outros acontecimentos marcaram a época. Primavera de Praga, manifestações contra a intervenção militar no Vietname, operários e estudantes italianos nas ruas. Anos antes, já o movimento Provo tinha abalado a pacata Holanda e revoltas estudantis varriam as universidades norte-americanas. Beat generation e cultura hippie.

50 anos depois o que ficou? Para uns, nada! A Europa continua cinzenta, o capitalismo é aparentemente invencível (será mesmo?), o consumismo impera, alguns dos protagonistas principais renderam-se à política e ao pensamento dominantes. Para outros, apesar de tudo, ficou uma sociedade que nunca mais foi a mesma, sobretudo (ou apenas?) nas suas vertentes cultural e comportamental.

Para falar e debater estas (e outras) questões:

Tomás Ibañéz: participante no Maio 68, professor jubilado de Psicologia Social da Universidade Autónoma de Barcelona, pensador heterodoxo do movimento libertário

Miguel Serras Pereira: ensaísta, poeta, tradutor, colaborador da imprensa libertária

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