Notas a propósito de «Maio 68», na Bélgica | Eduardo Medeiros

(Os anos 1966-1971)

O meu «Maio 68» começou a germinar prematuramente em Outubro 66, quando passei a frequentar o «Welkom», na Petitte Rue des Bouchers, no coração de Bruxelas, um “café / cervejaria” que na altura era território dos «Provos» (leiam prôvôs). Lá para a «Commune d’Ixelles», no campus da Universidade (ULB), assistia aos confrontos por jornais e panfletos entre “revisionistas” e “maoistas”, com “trotskistas” de várias tendências à mistura. E também entre as várias “facções” dos estudantes portugueses. Com nacionalistas das colónias mais recatados e para os lados de Leuven, cuja parte francófona ainda não tinha transitado para a Lovaina de hoje, a Louvain-la Neuve. Na Universidade Católica, na Leuven de então, entre os grupos progressistas de estudantes latinos e africanos assentara a «teologia da libertação» e o «terceiro mundismo», que seria nos anos a seguir pontificado pelo chanoine François Houtart.

Exilados
Exilados sob o olhar de Marx… mas estavam-se nas tintas (E. Medeiros)

Mas como que numa resposta a esses «calotains», foi criado em Bruxelas em 1969 por Paulette Pierson-Mathy, professora na ULB, Isabel Blum, Jean Godin e outros, o Comité contre le colonialisme et l’apartheid, mais tarde Comité Afrique Austral[1]. Com a colaboração de Françoies Houtart desde a criação do Comité. Em Amsterdão apareceu nesta época o “Angola Comité” (Angola Comity), que entre outras acções publicava o «Facts & Reports» (Press cuttings on Angola, Mozambique, Guinea, Portugal and Southern Africa), sobre os movimentos de libertação das colónias portuguesas e sobre o Apartheid. Um aspecto importante da actividade dos africanos e dos opositores portugueses no exílio na Bélgica foi a denúncia da guerra colonial junto da opinião pública local (através da imprensa, de panfletos, de mesas redondas, etc., não esquecendo que o país albergava a OTAN e em Bruxelas estava a sede do «Marché Commun».

Andei de colaborações com os três «comités».

Os «provokatios» (desculpai a grafia) do «provocariat» no «Welkom» conduziram-me, naturalmente, aos «Provos» em Amesterdão, movimento fundado em Maio de 1965 por Robert Grootveld, Roel van Duyn e Rob Stolk, estes dois anarquistas, que se tinham constituído numa rede informal não autoritária. Em Amesterdão, o contacto com os jovens rebeldes levou-me ao conhecimento do movimento «CoBrA»[2] de quem os «provos» se reclamavam por intermédio do pintor Constant Nieuwenhuijs, e dos «Letristas» (movimento fundado em Paris pelo romeno Isidor Isou em 1946), e da «Internationale Letrista» (de Debord, em 1951). Um pouco mais tarde, dos «Situacionistas» (fundada em 1957, com uma última fase a partir de 1966 até 1972)[3].

Os “espíritos” (na conceptualização africana) de Guy Debord e de Raoul Vaneigem já vagueavam pelo «Welkom», pelo «Petit Lenine» e por um «bistrot bouquiniste» na Rue des Eporonniers, e também pela «Gueule de Bois», para os lados da Universidade. A «Arte de Viver Para as Novas Gerações» apareceu em 1967 e «La société du spectacle», de finais desse ano, chegaram-me às mãos antes de Maio 68. Talvez por isso, quando li «De la misère en milieu étudiant», do início de 67, mas lá para meados do ano, a sua leitura não foi aquele espanto! Surpreendido fiquei, sim, com o desencadear dos «évènements», de Março 68, em Nanterre. O meu irmão Fernando vivia-os por lá, e dava-me conta deles. E lá fui com a minha mulher de abalada a Paris para estar com ele, com os promotores e fazedores dos Cadernos de Circunstância (1967-1970)[4], com os frequentadores de «La Vieille Taupe», livraria esquerdista dirigida por um grupo com o mesmo nome e que publicada cadernos e livrinhos (como verão pelas publicações que indico, infra). Fui por igual ver a carcaça queimada da viatura do Fernando à beira do prédio onde vivia.

Eduardo Medeiros
Eduardo Medeiros em Bruxelas com o jornal Potere Operaio, jornal do grupo homónimo da esquerda anti-parlamentar italiano activo entre 1967 e 1973.

De regresso a Bruxelas, dias depois, continuei a assistir ao Maio bruxelense na ULB, «Maio» que me pareceu provinciano e patético, numa imitação sem sentido. As greves «selvagens» dos mineiros do Limbourg tinham a primazia. E Luc Varenne já enchia a Rádio com as proezas de Eddy Merckx. Mas era a guerra linguística na Bélgica que fazia “ravages”. Foi no dia 13 de Maio, ao saírem de uma conferência de Melina Mercouri sobre o regime dos coronéis gregos, que estudantes, professores e assistentes tomaram a decisão de realizar uma «assembleia livre» no grande auditório Paul Émile Janson. Foi assim que começou o Maio 68 na Universidade «libre» de Bruxelas. «Libre», porque de origem maçónica (Passará a ser mais «institucional» depois das «retombées» de Maio). No dia seguinte, essa mesma assembleia decretou o direito de ocupação dos locais da Universidade pela população. Bandeiras pretas e vermelhas apareceram no frontispício da ULB. Todos os grupos das sucessivas manifestações pela cidade contra a guerra no Vietname[5] e contra os ditadores na América Latina onde a guerrilha actuava convergiram para a ULB, mas voltavam para as ruas com o mesmo propósito depois das grandes assembleias, ou para encherem o grande anfiteatro para ouvir cantar Léo Ferré e outros cantautores. Jovens mais atrevidos, em conluio com raparigas vanguardistas invadiram e ocuparam a «Cité des Filles», na tal revolução dos costumes que acabou por ser uma das conquistas de Maio. Entretanto, nos intervalos de tudo isso, debatiam a organização do sistema universitário, e mais para além, da sociedade, numa crispação das frustrações da época. Frustrações que conduziram muitos a um maior envolvimento das «lutas de libertação dos povos» e mais tarde às ONG’s “caridosas” e paternalistas. Por isso falo a “despropósito” dos «movimentos de libertação» desta época no texto em Anexo I, e o Artur da Costa, no Anexo II.

Pontificavam nessas assembleias-gerais, no grande salão da Universidade, os Professores Marcel Liebman (da Filosofia), Luc de Heush[6] (da Antropologia), Pierre Verstraeten (da Filosofia sartreriana) e outros de quem não me lembro o nome, porque não eram meus professores. Dos meus colegas de Faculdade e de outras, dos que começaram a notabilizar-se recordo Marc Abramowicz (que já era dirigente estudantil), Josy Dubié (que para além de estudante era um repórter da televisão belga), Ralph Coeckelberghs (do mundo socialista), Serge Pahaut (que transitou das Ciências Sociais para as Ciências Matemáticas), Serge Govaert, Jean-Jacques Jespers e o francês Daniel Bensaid (líder da Liga Comunista Revolucionária, sob o qual foi de imediato lançado um mandato belga de captura, e que o «bourgmestre» de Saint-Josse, Guy Cudell, conduziu em pessoa à fronteira para que não fosse detido depois de um «meeting» com Ernest Mandel, líder a 4ª Internacional (Trotskita), e de Roland Lew, dirigente dos estudantes trotskistas, na ULB.

Tudo isto com exilados portugueses e espanhóis à mistura, numa irmandade festiva[7].

012O movimento nascido na ULB expandiu-se de imediato para a Escola de Artes e de Cinema de La Cambre, para o Palácio das Belas Artes, para alguns Liceus, e pouco tempo depois para a Universidade de Liège. Mas para o país «nerlandofone» não tenho conhecimento. A Universidade Católica de Leuven (Katholieke Universiteit) situa-se na parte flamenga do país, e desde Fevereiro de 1968, pouco antes do Maio, estudantes flamengos dessa Universidade gritavam a plenos pulmões «Walenbuiten!» (fora com os Walons!), lançando o país numa crise linguística sem precedentes (mas que já vinha de 1966), fazendo cair o primeiro-ministro Vanden Boeynants. O que levou ao aceleramento da mudança da parte francófona da KUL para Lovaina.

Talvez diferente do Maio francês foi o facto dos grupos belgas de esquerda, preexistentes a Maio, terem tomado o comando da festa. Trotskistas, Maoistas e Comunistas quiseram estar de imediato na vanguarda do movimento estudantil. Fortalecendo as suas posições doutrinárias e organizacionais. Mas alguns grupos germinaram no momento.

Certamente porque as organizações tradicionais queriam ser controladoras dos eventos que surgiam e de várias maneiras, esfarelaram-se em múltiplos pequenos grupos que raramente se recompuseram na mater. O que deu origem nesse contexto ao aparecimento de vários «marxistas-leninistas»[8], com influências diversificadas da Revolução Cultural Chinesa: «Action Communiste» (AC), «Lutte Communiste» (LC), «Centre d’Action, de Recherche et d’Études Marxistes» (CAREM), a «Parole au Peuple» – «mao-spontex!», todos vindos, ou tendo estado à sombra do Partido Comunista Marxista-Leninista da Bélgica (PCMLB), no qual Jacques Grippa fora a figura de proa do maoismo nascente na Europa Ocidental. Por seu turno, trotskistas e militantes da esquerda católica criariam em 1970 a «Liga Revolucionária dos Trabalhadores» (LRT), que passou a ser a secção belga da IVª Internacional.

017Em Agosto de 1969, o meu irmão Fernando, mais alguns amigos dos Cadernos vieram até minha casa em Bruxelas trazendo consigo um clandestino do «Potere Oerário»! Estava prevista uma Reunião Internacional na capital belga (do “esquerdismo” pan-europeu de obediências diversas não autoritárias), ou seja, dos “movimentos das revoltas juvenis na Europa”, com a presença de Daniel CohnBendit. Não sei se essa reunião se realizou, e se sim, se teve algum sucesso.

Desde 1966, com momento alto em 1968, a revolta estudantil tinha-se estendido pela maioria dos países europeus, mas também pelos EUA e pelo Japão. Nalguns destes países, como na Alemanha, França e Itália, tomaram formas radicais e com pronunciamentos ideológicos. Os manifestantes eram contra a intervenção americana no Vietname, e era por causa disso que nalguns desses países mais gritavam.  Mas também contra o autoritarismo e contra os aparelhos políticos burocratizados nas respectivas sociedades, procurando uma transformação da própria sociedade, uma mudança dos comportamentos individuais, novas formas de mobilização política e uma nova esquerda. A crítica da sociedade «des cochons» recusava a política vigente, incluindo a dos Partidos Socialistas e Comunistas tradicionais.

Na Itália e em certos sectores franceses, o movimento estudantil pretendeu uma aliança com a classe operária, sobretudo com os sectores de tradição marxista. Por seu turno, facções organizativas do proletariado pretenderam cavalgar o movimento estudantil. Muitos dos grupos políticos estudantis que surgiram em 68 e nos anos seguintes tinham essa pendência operaísta. Foi o caso em Itália do «Potere Operaio», da «Lotta Continua», da «Vanguardia Operaia» e da «Unione degli Studenti Marxisti Leninisti». No caso italiano, isso foi facilitado pelas grandes lutas dos trabalhadores da indústria no Norte desde o começo de 1969, lutas com elevado grau de participação e pela radicalidade das reivindicações salariais, do igualitarismo e contestação da organização do trabalho.

A 17 de Abril de 1969 teve início o movimento estudantil na Universidade de Coimbra, no que foi designado «A Crise Académica de 1969». Tudo terá começado quando os estudantes pretenderam intervir durante a inauguração do edifício das Matemáticas e o presidente da Direção Geral da Associação Académica, Alberto Martins, pediu a palavra, não sendo autorizado a fazê-lo. Os estudantes já andavam a exigir a democratização do ensino superior. A crise agudiza-se nas horas e dias seguintes com a prisão de vários dirigentes académicos e a ocupação de Coimbra por forças militares e policiais. Vários estudantes que estiveram envolvidos nessas lutas foram obrigados a exilar-se e alguns chegaram a Bruxelas.

Não vou tecer mais considerações sobre o “Maio belga”[9] (e muito menos sobre o francês e as suas barricadas) para além do que acabei de escrever. Considerações à maneira de António José Saraiva ou de outros. Já há muita literatura sobre isso. Destacando o livro de Henri Lefebvre: L’Irruption de Nanterre au Sommet, escrito em 1968, em cima dos acontecimentos. Talvez o que valha a pena para os leitores de «A Ideia» é avançar com algumas dicas para a contextualização das vivências dos exilados portugueses e africanos e reterem-se nos títulos de algumas publicações desses anos, pelo menos daquelas que fazem parte do espólio que fui amontoando desde a minha chegada a Bruxelas, em Julho de 1966. Sendo que, a parte desse espólio relativo a Portugal e à luta anti-salazarista foi depositado há anos no Centro de Documentação 25 de Abril, em Coimbra, onde poderá ser consultado.

Todo o acervo respeitante aos movimentos de libertação nas ex-colónias portuguesas, ao marxismo não leninista (luxemburguista, panekookismo, bordiguistas, etc.) e aos movimentos libertários (sobretudo espanhóis, por causa da minha envolvência matrimonial que me orientou para os “republicanos” e para os “anarquistas”) continua comigo. Ver o Anexo I.

Depois de longos meses de mais de três anos de solidão na metrópole colonial lusa (de meados 62 a meados 66, com 13 na prisão, apenas com alguma sensação de liberdade na Casa dos Estudantes do Império, ao Arco do Cego), os primeiros anos na Bélgica, e a partir de Bruxelas pelas capitais ao redor, foi uma extraordinária sensação de liberdade e de querer compreender e saber tudo com o que deparava, e de que os títulos que seguem mostram algo. Não tudo.

011Talvez mais do que os «Provos», a minha grande descoberta na Bélgica, descoberta para mim surpreendente, foi a da burguesia histórica, da compreensão do texto weberiano sobre essa burguesia (que não a da “primária” lusa, nas colónias e na metrópole, rendeira, improdutiva, tirando alguns nichos históricos mercantis e industriais modernos). Visitei todos os museus, igrejas e capelas na Bélgica depositários dessa “arte flamenga” testemunha de uma burguesia triunfante.

Mas pelas pinturas dos anos 50 e 60 do século XX, do movimento CoBrA e de outros movimentos, como dos surrealistas René Magritte e Paul Delvaux, dei-me conta do que essa burguesia se tinha transformado num «c’est comme des cochons», como cantava Jacques Brel, e «les étudiants belges» num «c’est comme les bourgeois!», como desenhou «siné» para toda a capa do «Le Point» (de Jean-Claude Garot) em Novembro de 66, nº6. Ora, foi por causa desses «cochons» e dos seus aliados e subordinados, das suas maneiras e práticas nesses anos que muitos jovens se revoltaram e fizeram o seu «Maio 68» numa exaltação da democracia direta e do igualitarismo.

Notas


[1] O Comité teve um papel importante na organização, em 1972, na Bélgica, da primeira conferência internacional sobre a Namíbia, a pedido da SWAPO, o movimento de libertação desse país ocupado ilegalmente pela Africa do Sul segundo decisão das Nações Unidas. Foi a partir dessa conferência internacional sobre a Namíbia que a SWAPO passou a ser conhecida no mundo. A Namíbia foi um dos países da Africa Austral que o Comité mais apoiou. O seu primeiro presidente, Sam Nujoma, ficou varias vezes alojado em casa da Prof Paulette (como alias Agostinho Neto e tantos outros. O primeiro encontro do Mário Soares com Agostinho Neto passou-se, discretamente, na casa dela, uns dias depois do 25 de Abril de 1974. (Devo esta informação à Profª Paulette por intermédio do Artur da Costa).

[2] Colectivo de artistas plásticos oriundos de Copenhaga, Bruxelas e Amesterdão (desde 1948). Em 1967, Christian Bussy, entrevistou os «Cobra» Christian Dotremont, Corneille, Paul Bourgoignie, Pierre Alechinsky e Michel Ragon (Texto policopiado, do meu espólio). Em 1974, a Câmara Municipal da cidade de Bruxelas organizou uma exposição retrospectiva da arte «Cobra», produzindo pela ocasião um Catálogo com pequenas biografias dos artistas e um pequeno hiostorial ilustrado (Do meu espólio).

[3] Um dos últimos textos terá sido: La véritable scission dans l’Internationale. Circulaire Publique de l’Internationale Situationiste. Paris, 1972. (Do meu espólio).

[4] Foram publicados sete números. Sobre «La trajectoire des membres des “Cadernos de Circunstância” une histoire de portugais en exil (1962-1970)», Clémence Aumond escreveu em 2014 um Master Histoire / Histoire et relations internationales, na Universidade de Rennes 2. Existe em PDF na Net.

[5] Nesta época proliferavam pela Europa «Comités Vietnan» contra a guerra. Dos mais activos e “sonoros” estavam os alemães, com Rudi Dutschke à cabeça. A tentativa de assassinato deste lider a 11 de Abril 68, provocou a recrudescência e a radicalidade virulenta das manifestações, que constituiriam o principal fermento ou agente coagulador  da “revolta” estudantil de Maio.

[6] Para além de reputado antropólogo (do mundo africano) da esfera de Lévi-Stause, Luc de Heush era um intelectual da esctrita e do cinema relacionado com o movimenhto Co.Br.A, tendo aliás feito um filme «Alechinsky d’après nature», um dos principais pintores do movimento.

[7] Sobre Bruxelas terra de exilados, ler de Helena Cabeçadas, Bruxelas, Cidade de Exílios. Lisboa, Chiado Editora, 2013.

[8] Incluindo, como sabemos, a viragem maoista e pro-chinesa que teve expressão importante no meio exilado português, reforçando a FAP, e que levou à patética actuação clandestina em Portugal de Francisco Martins, com o BI traficado do meu irmão Fernando (!), e por isso, o controlo constante dele pela PIDE desde Dezembro de 1963, ou seja, dois meses depois da sua chegada a Paris e dos meus primeiros contactos com a União Nacional dos Estudantes Moçambicanos (UNEMO), segundo o seu processo da Pide na Torre do Tombo (Informação do Fernando). Mas no que diz respeito à Bélgica, é de assinalar que em 1965, Rui d’Espiney terá procurado criar em Bruxelas um Comité M-L, com Fava Rica e outros.

[9] Sobre o Maio 68 belga, vide Serge Govaert, Mai 68 – c’était au temps où Bruxelles contestait, Ed. Pol-His, 1990, e Willy Decourty, Bruxelles, le 13 mai 1968. Éditions Luc Pire, S/d.

 

Deixe um comentário

Faça o login usando um destes métodos para comentar:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

w

Conectando a %s