I série – número 17

 

Anos ’80

UMA EXPLICAÇÃO
Algo de bastante importante se passou desde o nosso último número.
Com efeito, nesse editorial vislumbravam-se já os termos de algumas das alternativas que se nos punham, nomeadamente quando se falava na hipótese de “profissionalizar” a impressão da revista.
Pois bem, nós que vimos publicando desde há 6 anos esta revista acabámos, após madura reflexão, por nos orientarmos nesse sentido.
E claro que isso significa um pouco o fim de um certo projecto inicial de um empreendimento colectivo que, se não chegava bem a ser comunitário, procurava mesmo assim “comunizar” diversos aspectos referentes à actividade militante e divulgadora das ideias anarquistas, que repousavam, eles próprios, numa profunda identificação das pessoas envolvidas e em relações afinitárias que iam muito além do simples acordo ideológico.
Por isso, escrever e discutir os artigos, imprimi-los e confeccionar materialmente a revista, assegurar a sua venda e as necessárias tarefas administrativas, tudo isso era visto como partes indissociáveis de uma certa maneira de estar nesta sociedade.
Doravante uma boa parte do nosso esforço será poupada às tarefas de composição, impressão e acabamentos. Isso passará a ser feito fora, mediante pagamento. E uma amputação em relação aos nossos “sonhos”, mas é o passo necessário tendo em conta as nossas efectivas capacidades e disponibilidades e também, de certo modo, o resultado de
anos de trabalhos sérios e prolongados que nos permitem passar agora a um nível superior de qualidade gráfica e de possibilidades de difusão.

Este número é assim o último onde se espalha um misto de composição profissional e amadora. A partir de próximo Outono o leitor amigo terá entre mãos uma bela revista “a sério”, um número duplo de cerca de 120 páginas onde continuaremos a dar especial relevo a temas globais e dossiers temáticos, para além das rubricas já habituais como as crónicas do estrangeiro, as páginas de história ou as notas biográficas de antigos militantes. E claro que o preço de capa terá que subir. Mas contamos com o interesse dos amigos e assinantes de sempre… e a adesão de muitos mais!
É nossa preocupação levar a difusão das ideias libertárias a círculos muito mais alargados do que aqueles onde têm estado, nos últimos anos, confinadas. E também nesta perspectiva que tem sentido o pedido de colaboração escrita a pessoas que, não sendo anarquistas de etiqueta, têm no entanto abordagens e opções face aos problemas de hoje que as colocam francamente dentro do campo libertário. Nós vamos  procurar consegui-lo, tanto de portugueses como de estrangeiros. E se o conjunto
da revista resultar mais plural e inclusivé parcialmente contraditório, de crer que daí derive um maior enriquecimento e não o inverso.
Entretanto, prosseguiremos com a publicação esporádica de suplementos.  (…)

A REDACÇÃO

Índice

Uma explicação, 3
ANOS 80: Presença libertária – carta de intenções, por Carlos A breu 5
Anarquistas-anos 80, por filho Figueiras, 10
Cohn-Bendit e o novo movimento, 13
A propósito de democracia, por M.la Torre. 18
Introdução à crítica do Estado, por Júlio Palma, 20
Energia e Sociedade, por João Gameiro, 26
Guerra à vista?, 30
ECOLOGIA RURAL: Estudo de uma situação local, por Pedro Figueiredo, 32
COMO LIBERTAR-SE DO PODER, por Saba Sardi. 43

BIOGRAFIAS:
Pietro Gori, 47
Rafael Pefia, por Francisco Quintal 48
DOS LEITORES, 53
ACTUALIDADE, 60

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